Direito e Relacionamentos (conhecimentos de Direito required)

Tava eu lá de boa, sem fazer nada, quando me veio uma idéia bem idiotinha de escrever sobre Direito e Relacionamentos, como poderiam se comparar/relacionar.

Podem meter pau a vontade, críticas e mais dicas serão bem vindas, se for legal a sugestão eu posso ir adicionando até ficar um texto enorme! Lá vai:

Na hora da conquista, para conquistar o seu objetivo, você pode ir atrás de um cupido, algum amigo pra fazer os papos por você, como se fosse um advogado. Ele vai fazer os papos com a menina, fazer a aproximação, como se fosse uma ação homologatória. Claro que você pode não precisar desse amigo, você pode ir lá sozinho, jus postulandi está ae pra isso.

Depois dessa prévia ação homologatória, o processo vai para o Ministério Público, que no caso é a mãe da menina, que vai ficar vigiando todo o processo, pra ver se está tudo certinho. Vai dar o parecer e o processo vai concluso para o juiz, que é o pai, que vai decidir tudo, homologando ou não, concordando ou não com o relacionamento.

Claro que de qualquer forma, tal qual na vida real, o direito é colocado de lado muitas vezes, podendo o casal dispensar as formalidades, fazendo tudo por baixo dos panos da toga do juiz, o pai.

Bom, a instrução é sumária dependendo do advogado, se tiver bem instruída a inicial, na volta do MP, que é a mãe, o juiz decide logo, sem precisar dirimir dúvidas. Se não, se for um pai bem mau e o valor da causa for alto o suficiente, ele pode marcar uma audiência de instrução para verificar melhor. Sobre o valor da causa, não vem querer pedir justiça gratuita que é indeferimento de pronto por ausência de preparo. É bom que o valor da causa seja bem alto e que você pague todas as custas, leva logo umas DARFs que tu vai ter que pagar uma porrada de coisa.

Na audiência de instrução, que provavelmente vai ser marcada na casa dela, com o pai e a mãe, ela você vai ter que levar todos os meios de prova necessários pra conseguir uma boa sentença, toda a documentação padrão: CTPS pra provar que você ganha o quanto você disse que ganha… documentos do carro pra você provar que tem o carro que você disse que tinha… comprovante de residência pra você provar que você mora onde você disse que mora…

A mãe agindo como o MP vai querer arrolar umas testemunhas, como o irmão da menina, por exemplo. Nessa hora você contradita ele, tem que desqualificar ele pra ser no máximo um informante por causa do parentesco, até porque é difícil prestar um depoimento autorizando um cara de fora a comer a sua irmã.

Voce pode levar também suas testemunhas, no máximo umas três pra não encher a casa do velho de gente. Voce vai ter que instruir muito bem suas testemunhas, o Ministério público fica de olho e qualquer informação contraditória ele vai cair de pau em voce… O carteiro vai dizer “toda vez que eu chego lá na casa do Osmar, ele está lavando o seu Honda civic na porta de casa” ae a doméstica vai dizer “tenho muito trabalho no apartamento do seu Osmar, são muitas suítes”.. o pai vai perguntar “é apartamento ou casa, hein, Seu Osmar?”… “Os dois, excelência..”

Terminada a fase de instrução, virá o julgamento sem relatório.  Se for favorável, você vai ver a maior fundamentação jurídica do mundo e claro que vai ser uma sentença parcialmente procedente, visto que pra ser totalmente procedente até o cu da menina o pai iria ter que liberar, o que é inadmissível já que esse objeto não é juridicamente lícito de se pedir, por questões morais. Se bem que muita gente reivindica como direito disponível, mas isso é outro papo.

Se for sentença desfavorável, não vai ter fundamentação, você vai ter que adivinhar porque não foi aceito. Não adianta entrar com embargos de declaração por omissão dizendo que prejudica a ampla defesa, que o pai dela não vai estar nem ae pra você.

Nesse tipo de caso, só tem um tipo de recurso pra você ir atrás. Todo o processo até esse ponto foi feito em segredo de justiça pra preservar a identidade das partes, visto que você não quer ficar conhecido como “o cara que pegou o fora da família toda”. Mas se você quiser recorrer, terá que dar publicidade total ao seu processo: ir no programa Casos de Família do SBT.

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3 Respostas

  1. noossaaa, ñ sabia q era assim, tão PAVOROSO, visitar a família da namorada !! Legal conhecer o ponto de vista masculinoo … sabia q era o temor de tds, só ñ sabia q era tantoo !!

  2. hauhauhau verdade!!!

    soh q tem vezes q o juiz nao ta muito afim de trabalhar e nem le porra nenhuma e vai logo dando parecer favoravel! Ou casos em q o pedido e feito varias vezes por diferentes partes (meninas que ja tiverem muitos namorados) ae jah tem jurisprudencia e o juiz vai logo liberando!

    Fora isso, tbm tem vezes q a imparcialidade do MP não é respeirada… faz de tudo pra melar a parada sem analisar com equidade o caso concreto! ahuahuah

    bom texto!
    Abracao!

  3. Ah o ojmar é lindooooooo! AMOOOoooo! 😉

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